[eBook] Educação Corporativa 2020 – Hacks e Tendências

Podemos dizer que as tendências são, entre muitas outras definições, apostas para o futuro. São apostas no desenvolvimento daquilo que já é real hoje e não com base em especulações e opiniões aleatórias. Focam-se no que tem movido as pessoas e, por mais clichê que soe, no que tem criado novas soluções para problemas antigos. Tendências são, sobretudo, apostas para aquilo que pode redefinir o futuro e mudar a forma como as pessoas encaram sua relação com o trabalho, com o mundo e com a tecnologia.

Este eBook tem como objetivo apresentar algumas tecnologias que têm impactado a forma como o colaborador aprende, a que chamamos de hacks, por permitirem novas formas impressionantes de transformar a educação corporativa digital. E, apesar de algumas delas já terem aparecido em listas de anos anteriores, a novidade aparece na relação das tecnologias apresentadas com quem as utiliza. O colaborador já não procura apenas por formação, hoje as pessoas querem trilhar o seu próprio caminho de aprendizagem.

As tendências para o ano apontam para três grandes perspectivas do futuro da educação corporativa:

Autoaprendizagem: o colaborador tem autonomia para criar o seu próprio percurso de aprendizagem, e escolher o caminho que deseja traçar de acordo com os seus objetivos.

Aprendizagem adaptativa: diversas ferramentas possibilitam que o percurso de aprendizagem seja adaptado de acordo com as características e o histórico do colaborador. A aprendizagem torna-se mais personalizada.

Automação: a tecnologia já possibilita que ferramentas educacionais conheçam o perfil do aluno para que, através de inteligência artificial e machine learning, as mesmas consigam auxiliar o aluno na criação do seu caminho de aprendizagem (autoaprendizagem) e de forma personalizada (aprendizagem adaptativa).

Estes três pilares entram em consonância com o perfil de colaboradores que estão agora a entrar no mercado de trabalho e que deverá representar a maioria nos próximos anos.

Mais do que oferecer soluções, as tecnologias apresentadas procuram promover possibilidades.

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Opinião | EdTech e a revolução para o setor de educação

Luiz Alberto Ferla*

Caminhamos para um estilo de vida on demand. Já podemos dizer que somos uma nação de nativos da era digital, na qual as pessoas veem como essência da vida a relação com o universo digital e é possível buscar opções de serviços quando, como e de onde elas quiserem.

É provável que, no futuro, poucas ofertas não sigam esse modelo sob demanda. Um setor que tem demonstrado um crescimento exponencial nesse sentido é o mercado de educação e capacitação online, por conta do rápido avanço das tecnologias utilizadas para gerar a melhor experiência e interação nos cursos, onde o aluno estiver.

Para 2017, podemos esperar uma oferta cada vez maior de conteúdos que podem ser consumidos de forma rápida, simples e pessoal por meio de EdTech – Education Technology (em português, Tecnologia para Educação). EdTech é a unificação das últimas tendências tecnológicas para criar um processo de educação online mais dinâmico, atrativo e efetivo.

Entre essas tecnologias temos bons exemplos, que vêm ganhando espaço quando se pensa em estratégias para a educação online:

Realidade virtual: solução inovadora que funciona como um convite à imersão em um ambiente virtual.

Realidade aumentada: permite a geração da realidade física por meio de dispositivos que processam e exibem as informações.

Gamification: componente importante para garantir o engajamento, estimulando comportamentos estratégicos e pré-mapeados com o objetivo de alcançar resultados em curto e médio prazos.

Big Data e Learning Analytics: quando aliadas, podem mapear novos tipos de aprendizagem e ajudar a identificar os materiais mais adequados às necessidades de capacitação.

Internet das Coisas: objetos e dispositivos que se conectam para coletar e trocar dados pela Internet.

Futuro

Todos os esforços de tecnologia voltados para a educação poderão revolucionar o setor. De acordo com o futurista do DaVinci Institute, Thomas Frey, até 2030 as maiores empresas na Internet serão empresas educacionais das quais ainda não ouvimos falar. A visão dele para 2030 é de que haverá cursos online de forma massiva. Só que, ao invés de instrutores humanos, eles serão robôs bastante inteligentes, que irão personalizar os planos de aula para cada aluno. Essa customização das aulas permitirá que os alunos aprendam de forma muito mais rápida do que se tivessem que competir com outros 19 alunos pela atenção do professor.

Diante desse cenário, é provável que o uso de tecnologia para a educação se torne cada vez mais relevante, com modelos de treinamento atrativos, que gerem engajamento, maior desempenho e satisfação. Inclusive, já é possível prever o interesse de empresas privadas nessa tecnologia, mas também dos governos interessados em melhorar os níveis de educação em seus países.

Afinal, além da absorção do conteúdo em si, é possível notar que o bom uso da tecnologia na educação e na capacitação aumenta a captação de alunos, reduzindo a evasão dos cursos online e incrementado os índices de satisfação e de qualidade das iniciativas.

Para os próximos anos, podemos aguardar uma verdadeira revolução no setor, uma vez que muitas instituições já se preocupam com o processo de ponta a ponta, aplicando ao sistema o que há de mais moderno em tecnologia. No centro dessa revolução, é certo que teremos EdTech.

 

Luiz Alberto Ferla é CEO do DOT digital group, grupo brasileiro especializado na oferta de soluções para EdTech e MarTech.

 

 

Este artigo foi publicado também no portal Administradores, OverBr e Minuto Tech.

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